Classificação de risco para uma operação de rastreamento e segurança de cargas
Uma inteligência que transforma milhares de alertas diários em contexto de decisão, para que o operador dedique atenção ao que de fato exige julgamento humano.
O contexto
Em uma operação de segurança de cargas, cada veículo em movimento gera um fluxo constante de eventos que precisam ser lidos e julgados. Entre esses eventos, um dos mais frequentes é a perda de sinal do rastreador, algo que pode significar tanto uma situação corriqueira quanto o primeiro indício de um problema real. A operação recebia mais de sete mil desses alertas por dia, e cada um chegava ao operador sem nenhuma leitura de contexto que o ajudasse a decidir o que fazer.
O desafio
O problema não era a falta de dados, era o excesso deles sem tradução. Diante de um alerta, o operador precisava julgar sozinho se aquilo pedia ação ou não, apoiado apenas na própria memória de campo sobre o comportamento de cada região e de cada equipamento. Não havia indicador, não havia contexto estruturado, e o conhecimento que orientava a decisão vivia na experiência das pessoas, não no sistema. A empresa sabia que tinha esse problema e não tinha clareza de como resolvê-lo.
O que a domy fez
A domy construiu, do zero, um classificador de risco apoiado em inteligência artificial. Antes disso não existia classificador algum na operação, cada evento era avaliado de forma manual.
O trabalho começou onde estava a maior dificuldade: o volume. São cerca de quinhentos milhões de posições de veículos por mês, um histórico que precisava ser organizado e indexado antes de servir para qualquer coisa. A partir desse tratamento, a inteligência passou a ler cada evento não como um dado isolado, mas contra tudo o que a operação já viveu em situações parecidas, entregando ao operador um evento já qualificado por nível de risco.
A entrega foi rápida. Em um mês e meio, o classificador saiu do zero e entrou em produção, e já opera gerando benefício para a operação. A partir dele, a empresa passou a enxergar novos usos para a mesma inteligência, um sinal de que a base construída se sustenta além do escopo inicial.
O resultado
O operador deixou de decidir no escuro. O que antes dependia da memória e da leitura individual de cada pessoa passou a chegar como contexto estruturado, permitindo separar o que é rotina do que merece atenção imediata. A operação ganhou consistência de julgamento, porque a avaliação de risco deixou de variar conforme a experiência de quem estava de plantão e passou a se apoiar no histórico completo da frota. E a atenção humana, antes diluída em milhares de eventos sem hierarquia, passou a se concentrar onde ela vale mais.
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